A Dura Batalha da Inovação

Não há dúvidas de que vivemos na Era do Conhecimento. Produtos, serviços, processos, modelos de qualidade e produtividade difundem-se nas empresas, a ponto de se tornarem “apenas” critérios qualificadores para se entrar em campo, em um ecossistema em que dados e informações são propagados e acessados em um único click.

Em um contexto em que teoricamente os aspectos táticos, assim como o subsídio para tomada de decisões, estão disponíveis à grande maioria das empresas, nos resta a busca pela diferenciação em aspectos cada vez mais estratégicos e intangíveis, como o conhecimento, relacionamento e.as.grandes “sacadas “ – fruto de pensamentos inovadores, criatividade, ideias “fora da caixa” e teses nas quais alguém acreditou e teve a competência e a ousadia de investir e implementar (de preferência primeiro que seus competidores).

Transformar o conhecimento, que resulta da capacidade de observação e análise de acontecimentos, fatos, dados e informações em valor e diferenciação percebida pelos clientes e demais stakeholders deve ser o grande norteador dos esforços para a inovação, sem o qual não há razão de existir; ou seja, inovação deve trazer valor (seja este monetário ou não).

Diariamente somos colocados à frente de dilemas que, via de regra, são resolvidos pela aceitação de uma de suas vertentes possíveis, descartando-se as demais e assim solucionando o assunto pela escolha de uma das direções já identificadas.

Segundo Bernard Shaw “O homem sensato adapta-se ao mundo; o insensato persiste em tentar adaptar o mundo a si. Portanto, todo progresso depende do homem insensato”. Fazer diferente significa aceitar riscos, pois se decide trilhar um caminho ainda não percorrido, ainda sem referências exatas para aquilo que se propõe realizar. Infelizmente ainda são poucas as pessoas “insensatas”, ou pelo menos poucas são aquelas que têm a coragem de propor inovações. Pior ainda, poucos são os que têm a coragem de apoiar estes seres nitidamente insatisfeitos com o mundo que os cerca e sempre ficam pensando em fazer diferente o que todo mundo faz.

Vale ressaltar que inovação, antes de tudo, não é somente uma idéia inovadora, mas sim a concretização e materialização de uma idéia em algo aplicável e com benefícios percebidos e constatados. Nem sempre a inovação é a resultante da criação de algo, mas, sim, o resultado da combinação original de variáveis, ativos e elementos, muitas vezes já existentes e conhecidos pela maioria. Suporte e incentivo ao pensamento inovador devem ser suportados por um ambiente propício, favorável à proliferação de ideias heterogêneas, subsidiadas com investimentos e apetite para se dar um passo rumo ao imprevisível.

De acordo com Peter Drucker, "a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo". O processo de inovação deve articular, organizar e entregar não somente a conversão de ideias geradas em realidade, mas também a capacidade de mudar o mind-set vigente em favor dessas idéias… dos novos modelos, conceitos, produtos ou serviços.

A inovação precisa do conhecimento, da criatividade e de um bom ambiente para que possa florescer, assim como do equilíbrio entre o intangível e o tangível, da idéia e da aplicação prática e de uma relação simbiótica entre os agentes econômicos, políticos e sociais envolvidos.

A quebra de paradigmas e o surgimento de novos modelos mentais estão intimamente relacionados à inovação. O progresso depende da inovação e as empresas, sua gestão, acionistas, funcionários e, claro, clientes – e a sociedade, em última instância -, dependem fortemente da coragem em procurar e aceitar o novo, o diferente.

Toda inovação tende a ser rejeitada em primeira, segunda ou terceira instância. Mas quando se reconhece algo que é realmente inovador, temos a tendência de olhar e reconhecer apenas seu resultado final, olhando apenas a superfície já devidamente polida, envernizada e embalada para presente. Porém, se formos mais a fundo e tirarmos o verniz da superfície, acharemos profundas cicatrizes, profundas marcas necessárias e fundamentais para a “sobrevivência” e prosperidade de cada inovação.

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