Arquivo de Estratégia e Competitividade

06Jan2011

BSC 15 Anos depois: Pontos Positivos e Negativos

Dentre as metodologias de gestão mais utilizadas e largamente aceitas no mercado, podemos destacar o Balanced Score Card (BSC), que visa traduzir a missão e estratégia de empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho que servem de base para um sistema de medição de gestão estratégica. O Balanced Score Card procura equilibrar os objetivos de curto e longo prazos, medidas financeiras e não financeiras, entre indicadores de tendências (leading indicators) e posição (lagging indicators), assim como perspectivas internas e externas de desempenho. Outro conceito de medida utilizado pelo BSC é o vetor (driver) que se refere aos fatores que impulsionam o desempenho dos indicadores. Exemplo: tempo, qualidade e preço. Um tempo adequado de resposta aos pedidos de clientes afeta tanto o indicador de retenção de clientes (lagging indicator) quanto o indicador da pesquisa de satisfação de clientes (leading indicator).

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01Dec2010
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01Dec2010

Confiança: Um Fator Decisivo para a Maximização da Performance nas Empresas

“A moeda da convivência democrática é a confiança. Sem ela, tudo fica mais caro” (Robert Putnam) Nos últimos tempos temos muito ouvido a palavra projetos: trabalhar por projetos, metas dos projetos, times de projeto etc. De fato, as organizações brasileiras começaram a se moldar para trabalhar desta forma. Sem dúvida nenhuma essa é uma grande tendência mundial; uma grande maioria das atividades das empresas tenderá a ser tratada como projeto. Com isso ficará mais fácil dimensionar seus custos e, portanto, seus lucros... afinal, tudo girará em torno de projetos específicos. Essa tendência valerá principalmente para as empresas de serviços que, na maioria das vezes, utilizam como moeda de escopo e precificação dos projetos a famosa relação H/H (Hora/Homem). Antigamente, o modelo de produção era fundamentado no Taylorismo, que baseou o processo produtivo no aprendizado pela repetição de ações elementares – um trabalho eminentemente braçal. Depois veio o Fordismo, que organizou o trabalho de maneira seqüencial, criando o conceito de linha de montagem, focada em produtividade. A melhora deste modelo veio com a empresa de automóveis sueca Volvo que, unificando o conceito de linha de produção pré-existente com as reivindicações dos operários por modelos mais ricos e inteligentes de trabalho, criou o modelo de grupos de trabalhos ou células com poder de decisão. (more...)

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17Nov2010

Sustentabilidade Pode Fazer Bem ou Mal para o Valor Reputacional e de Mercado das Empresas

Sobreviver corporativamente hoje e no futuro passa por entender que qualquer organização empresarial faz parte de um todo, que deve ser sustentável. Para que ela tenha sucesso, seu ambiente, formado pelo conjunto de seus stakeholders diretos e indiretos, deve ter sucesso e deve prosperar. O conceito de Sustentabilidade Corporativa está embasado no “triple bottom line”, termo cunhado pelo cientista social inglês John Elkington, fundador da SustainAbility, reconhecida empresa especializada em aconselhamento de negócios sustentáveis, que estuda o assunto há mais de 30 anos. A expressão “triple bottom line” reúne, simultaneamente, o resultado econômico-financeiro, o resultado social e o resultado ambiental - cada vez mais valorizado por acionistas e clientes, tornando-se um imperativo para o sucesso das corporações. O lucro empresarial permanece imperativo, porém deve ser entendido como combustível para o alcance da missão das empresas. Ao mesmo tempo, a sociedade passa a exigir dessas empresas, principalmente as de capital aberto, que adotem a prática da transparência nos seus processos de governança corporativa e distribuição de riquezas. Os consumidores, por sua vez, estão cientes de seu poder de transformação social e demandam responsabilidade das empresas no que se refere às questões sociais e ambientais. O novo cenário dita: é premissa pensar além das cifras; é preciso avaliar o que o mercado e seus stakeholders, o país e o mundo vão ganhar também.

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17Nov2010
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Discordando dos Gurus… Qual a Dose Ideal de Michael Porter?

Mas afinal, quem é Michael Porter? Michael Porter figura entre os principais gurus de administração e, segundo a revista The Economist, seu trabalho tem sido o responsável por redefinir a maneira pela qual executivos pensam sobre competição. Ele é autor de 18 livros e mais de 120 artigos, seis dos quais foram premiados como os melhores artigos do ano publicados pela Harvard Business Review.  Em 2000, Michael Porter foi nomeado como o 22º “University Professor”, o mais alto reconhecimento profissional que pode ser atribuído a um membro da faculdade de Harvard. Credenciais como essas contribuem para que Porter seja um dos autores de negócio mais citados na literatura de negócios. No entanto, apesar da inegável contribuição de seu trabalho para o desenvolvimento da gestão estratégica, suas teorias têm sofrido pouca reflexão crítica e não deveriam ser tidas como o Santo Graal da Estratégia. Respeitando as limitações desse artigo, buscaremos apresentar as principais contribuições de Michael Porter para, em seguida, identificar algumas falhas e pontos críticos em seu trabalho. Se você já está familiarizado com os conceitos de Modelo das 5 Forças, Estratégias Genéricas e Cadeias de Valor, sinta-se a vontade para desconsiderar as próximas seções e encaminhe-se diretamente às Críticas & Contrapontos. (more...)

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17Nov2010

Não Faça O Que Eu Faço, Faça O Que Eu Digo

Em uma época onde a Sustentabilidade dita o tom do debate sobre como os negócios devem ser conduzidos, pensar a estratégia corporativa sob sua ótica é uma boa forma de encontrar novas oportunidades e caminhos para a evolução de empresas na relação com seus públicos de interesse. A Sustentabilidade – como conceito de realizar todo e qualquer processo de forma cíclica, reduzindo perdas, ineficiências e resíduos – possui como um de seus principais ícones o ciclo da reciclagem. Em analogia, a gestão de empresas tem no PDCA (Plan, Do, Check, Act) de Deming e Juran seu mantra essencial. Ao aplicarmos a lógica desta metodologia golden-standard ao processo de “Estratégia” temos que o P = Planejamento da Estratégia, D = Implementação da Estratégia, C = Revisão da Estratégia e o A = Plano de Ação para Correção/Potencialização da Estratégia. Em outras palavras, não há Estratégia sem a realização integrada desses 4 passos.

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17Nov2010

Planejamento Estratégico Orgânico

O objetivo central de qualquer estratégia para todos os seres e organismos vivos, em primeira e mais importante instância, é a sobrevivência. A maneira como cada organismo está estruturado e a sua capacidade em evoluir para modelos de relacionamentos mais adaptativos e convergentes aos interesses dos atores de seu ecossistema definem quem serão os vencedores/sobreviventes e os perdedores. No mundo corporativo isso se dá a partir da visão, entendimento e compreensão dos mercados em que a empresa se encontra, assim como de sua capacidade em estruturar e organizar formas, arranjos e conexões com todos os seus agentes de relacionamento de forma a garantir a satisfação, no limite possível, dos interesses e necessidades dos atores envolvidos. Quem conseguir identificar a próxima grande tendência, dela se apropriar e assim comunicá-la aos demais, significando seu conceito e/ou visão, terá um posicionamento competitivo mais privilegiado que os demais, atraindo toda uma rede de relações para si, garantindo vantagem competitiva potencialmente mais duradoura, pela antecipação e tangibilização da realidade futura desejada e/ou consensada.

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03Nov2010
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06Oct2010
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20Jul2010
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