Discordando dos Gurus… Qual a Dose Ideal de Michael Porter?
Mas afinal, quem é Michael Porter? Michael Porter figura entre os principais gurus de administração e, segundo a revista The Economist, seu trabalho tem sido o responsável por redefinir a maneira pela qual executivos pensam sobre competição. Ele é autor de 18 livros e mais de 120 artigos, seis dos quais foram premiados como os melhores artigos do ano publicados pela Harvard Business Review. Em 2000, Michael Porter foi nomeado como o 22º “University Professor”, o mais alto reconhecimento profissional que pode ser atribuído a um membro da faculdade de Harvard. Credenciais como essas contribuem para que Porter seja um dos autores de negócio mais citados na literatura de negócios. No entanto, apesar da inegável contribuição de seu trabalho para o desenvolvimento da gestão estratégica, suas teorias têm sofrido pouca reflexão crítica e não deveriam ser tidas como o Santo Graal da Estratégia. Respeitando as limitações desse artigo, buscaremos apresentar as principais contribuições de Michael Porter para, em seguida, identificar algumas falhas e pontos críticos em seu trabalho. Se você já está familiarizado com os conceitos de Modelo das 5 Forças, Estratégias Genéricas e Cadeias de Valor, sinta-se a vontade para desconsiderar as próximas seções e encaminhe-se diretamente às Críticas & Contrapontos. (more...)
Leia maisNão Faça O Que Eu Faço, Faça O Que Eu Digo
Em uma época onde a Sustentabilidade dita o tom do debate sobre como os negócios devem ser conduzidos, pensar a estratégia corporativa sob sua ótica é uma boa forma de encontrar novas oportunidades e caminhos para a evolução de empresas na relação com seus públicos de interesse. A Sustentabilidade – como conceito de realizar todo e qualquer processo de forma cíclica, reduzindo perdas, ineficiências e resíduos – possui como um de seus principais ícones o ciclo da reciclagem. Em analogia, a gestão de empresas tem no PDCA (Plan, Do, Check, Act) de Deming e Juran seu mantra essencial. Ao aplicarmos a lógica desta metodologia golden-standard ao processo de “Estratégia” temos que o P = Planejamento da Estratégia, D = Implementação da Estratégia, C = Revisão da Estratégia e o A = Plano de Ação para Correção/Potencialização da Estratégia. Em outras palavras, não há Estratégia sem a realização integrada desses 4 passos.
Leia maisPlanejamento Estratégico Orgânico
O objetivo central de qualquer estratégia para todos os seres e organismos vivos, em primeira e mais importante instância, é a sobrevivência. A maneira como cada organismo está estruturado e a sua capacidade em evoluir para modelos de relacionamentos mais adaptativos e convergentes aos interesses dos atores de seu ecossistema definem quem serão os vencedores/sobreviventes e os perdedores. No mundo corporativo isso se dá a partir da visão, entendimento e compreensão dos mercados em que a empresa se encontra, assim como de sua capacidade em estruturar e organizar formas, arranjos e conexões com todos os seus agentes de relacionamento de forma a garantir a satisfação, no limite possível, dos interesses e necessidades dos atores envolvidos. Quem conseguir identificar a próxima grande tendência, dela se apropriar e assim comunicá-la aos demais, significando seu conceito e/ou visão, terá um posicionamento competitivo mais privilegiado que os demais, atraindo toda uma rede de relações para si, garantindo vantagem competitiva potencialmente mais duradoura, pela antecipação e tangibilização da realidade futura desejada e/ou consensada.
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E-Book Valor Corporativo DOM Strategy Partners 2010 View more documents from DOM Strategy Partners
Leia maisOs Talentos como Principal Ativo de Valor Corporativo
Tornou-se senso comum dizer que a evolução humana dos últimos 50 anos dificilmente se compara com outros momentos históricos em termos da quantidade e qualidade do conhecimento e das inovações desenvolvidas, sejam elas nas relações humanas ou nos meios, ambientes e experiências que a suportam, especialmente quando falamos de tecnologias. Tanta evolução e crescimento curiosamente contrasta com a utilização de ferramentas de gestão de desempenho, performance, resultados e valor de recursos humanos dos mesmos 50 anos atrás. Ou seja, o ser humano, em seu papel profissional, acompanhou a evolução dos modelos de negócio e modelos culturais; porém tal evolução aconteceu de forma paralela e independente.
Leia maisOs riscos do “Brasil que dá certo” e a essência da gestão.
Por: Sandro Magaldi A metáfora que melhor representa o atual ambiente de negócios é a velocidade. Como consequência dos avanços tecnológicos e da conquista de maior poder pelos consumidores nós, gestores, temos sempre a percepção de estarmos olhando o mundo pelo espelho retrovisor, pois mal assimilamos um padrão e já temos outros desafios pela frente – muitas vezes frontalmente opostos ao primeiro.
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Leia maisInteligência Competitiva: O Termômetro da Estratégia
Aqui na DOM/SP, definimos Inteligência Competitiva (IC) como o processo contínuo de monitoramento e análise estratégica dos cenários e conjunturas mercadológicas em que determinada empresa está inserida. Nosso modelo de IC está amparado em 3 dimensões-chave de acompanhamento estratégico: Inteligência de Mercado (IM), que tem por objetivo monitorar as variáveis macro-econômicas, políticas, sociais, tecnológicas e setoriais ligadas aos mercados de atuação da empresa, bem como os movimentos e interesses dos diversos stakeholders a ela conectados. São exemplos de variáveis de IM as novas regulamentações e normativas governamentais para o setor de atuação da empresa, a alteração significativa de índices econômicos como inflação, preços dos insumos produtivos e câmbio para exportação, a mudança da opinião social sobre alguma questão relevante, como a ambiental, benchmarks de outros setores em alguma prática de gestão ou a adoção em massa de uma determinada tecnologia de ruptura; Inteligência Competitiva (IC), que monitora o micro-ambiente competitivo, ou seja, a concorrência direta, indireta, substituta e sucedânea, buscando compreender seus planos, estratégias, interesses, melhores práticas e possíveis ações que poderão impactar diretamente os resultados da empresa em questão e Inteligência do Cliente (ICli), focada em monitorar as tendências e características demográticas, psicográficas, comportamentais, atitudinais e de consumo de clientes, consumidores, prospects, influenciadores, redes, comunidades, grupos, nichos, tribos, etc. (more...)
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